O mocho e a gatinha foram p’ró marNum lindo barco verdinho,Levaram muito mel e muito dinheiro-papelEm notas de cinco libras enroladinho.O mocho olhou para as estrelas no céu,E acompanhado à guitarra cantou a seus pés:“Oh amorosa gatinha! Oh gatinha, meu amor,Que linda gatinha tu és,Tu és,Tu és!Que linda gatinha tu és!”
A gatinha disse ao mocho: “Elegante pintarroxo!Cantas docemente com essa voz de mel!Oh, vamos casar! Estamos fartos de esperar.Como conseguiremos um anel?”Navegaram a todo o pano, um dia mais um anoPara a terra onde cresce o azevinho.Ali num bosque vivia um leitão com um anel na ponta do focinho,Do focinho,Do focinho,Com um anel na ponta do focinho.
“Leitão, meu querubim, queres vender por um xelimO teu anel?” “Quero”, disse o leitão, regozijado.
Tiraram-no com jeito e foram casados a preceitoPelo peru que vivia num montado.Jantaram empada e fatias de marmelada,Que comeram com uma colher, runcível mas não sua;E de mão dada, à beira da estrada,Dançaram à luz da lua,Da lua,Da lua,Dançaram à luz da lua.
Eduard Lear
segunda-feira, 9 de março de 2009
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